Friday, August 10, 2007

uaaaah

É compreensível ser um dos sonhos americanos! Ford Mustang!!!
(não, não sou adepto automóvel mas este é giro)

A beleza

Quando penso que há monotonia é porque não estou atento ao meu interior e ao que me rodeia, é porque baixei os braços e reduzi-me. A monotonia é um hábito e uma doença tão importante como qualquer outra e a melhor maneira de a combater é trazendo para fora o que há de bom, tendo os nossos olhos o brilho de quem vê coisas belas e o nosso coração a experiência de sê-las.

"Quando atingires o coração da Vida, encontrarás beleza em tudo."
Gibran

"A humanidade está dividida em três classes:
Aqueles que não se movem,
Aqueles que são movidos
E aqueles que se movem."
Provérbio árabe

Wednesday, August 08, 2007

Mediocridade

A mediocridade acontece quando tudo é o nosso egotismo e o egotismo acontece por excesso ou por defeito de personalidade. Se dissesse que não suporto a mediocridade, estaria a ser mediocre, o que faço é apenas não viver por viver e preencher cada minuto com as coisas essenciais que de mim aos outros acabarão por construir o que de melhor há. Ser medíocre não é crime mas um hábito que é desculpado pela rotina ou pela auto-apatia.

Reencontros

É bom reencontrar antigos colegas :) E marcar jantares.
Já agora, o link para os trabalhos espectaculares da MIM

Tuesday, August 07, 2007

Do vento

Gosto do vento porque me fala em voz de silêncio, com as palavras mudas que conheço desde a infância. Num diálogo construido de compreensão, de atenção ao íntimo de um e de outro, na sua voz reconheço todas as vozes. Gosto do vento porque me faz falar comigo mesmo, porque me leva e eleva, quantas vezes não o abracei para conhecer novas estradas entre as nuvens.
Hoje esteve muito vento, escutei, senti, deixei-me ir e pensei porque tantas vezes abdico do que sou.

Em tons de Jazz

Para quem gosta de Jazz, o blog Jazz e Arredores de Eduardo Chagas, traz o tom certo para todos os momentos. Vale a pena ver.

Sunday, August 05, 2007

Na arte islâmica


Oficialmente, a representação do corpo humano é proibida na arte islâmica, como consequência a sua criatividade e expressionismo virou-se para a ornamentação com simetrias, reflexões, rotações, translações além da soberba arte caligráfica.
Um tipo de arte que apesar de barrada pela cultura tenta, nos seus limites, viver.
Um artigo interessante da BBC para ler...

Saturday, August 04, 2007

Para Reflectir

Imaginem que não têm mais preocupações, que todos os objectivos estão cumprimos, que todas as coisas estão feitas, que tudo o que há é vosso. Imaginem que não há mais problemas nem conflitos, que não têm que cuidar dos outros, pais e filhos, que não têm mais responsabilidades, que tudo está resolvido.
O que de vocês fica?
Qual a razão de viver se tudo o que julgamos ser a nossa vida está vivido? E porque não estamos ainda satisfeitos?
Se este fosse o últimos minuto de vida, o que pensariam? O que desejariam?
Será a corrida a tudo o que é exterior o necessário para silenciar a necessidade interior? Que necessidade é essa?

Friday, August 03, 2007

Codex 632

Ao almoço falou-se disto, já com a conversa a resvalar e à noite leram-me as partes que tanto picante juntaram à conversa. Confesso que não li o livro porque destes temas já lá vão uns aninhos bem batidos de leitura, a diferença entre o que lia e o que agora é escrito é o Sexo!!!
Tive então uma leitura exemplar das partes, dignas componentes essenciais para venda, que rebuscavam algum rubor, se é que o houvesse. Melhor ainda, foi imaginar o zé rodrigues todo empenhado a escrever enquanto a sua mãe batia à porta - Ó Zé, porque tás de porta trancada? Ó Zé, olha aqui as bolachinhas, mas que barulhos são esses?
Pronto, para os que gostam de livros "à lá" Código Da Vinci sobreposto com o Sexus, então aproveitem :)

Fui possuido por um E.T.

Para quem me conhece vai achar tudo isto muito caricato.
Já há algum tempo que andava entusiasmado para comprar um relógio mais desportivo, não encontrei nada que me interessasse até que no fim-de-semana passado, na sport zone, me saciei. Não só comprei um como comprei mais outro e ainda uma toalha de praia cor-de-laranja e ainda mais uns tenis bem fresquinhos que vim a saber serem de marca que está na berra. Continuando a onda caricata, ontem comprei uma sacola da Jeep em tons cinzentos e azuis que combinava com o meu relógio novo. Quando me apercebi disto, ri-me e a valer.
Para quem me conhece, não se preocupem, apenas fui possuido momentaneamente por um E.T. e fui alvo de uma experiência estatística.

Thursday, August 02, 2007

Life beneath the Antartic Ice

Para quem gosta de boa fotografia, este trabalho de Norbert Wu é digno de ser apreciado, aqui na Time

Wednesday, August 01, 2007

Design Bubble blog

Para resolver a minha falta de execução como designer e também para partilhar o que "tenho" e o pouco que sei, lá criei mais um blog - :: Design-Bubble ::
Está orientado a designers mas nunca se sabe quando algo pode dar jeito a alguém :) principalmente nas secções de fotografia.
Ainda está no princípio e ainda não perdi muito tempo a configurá-lo, coisa que espero faze no fim-de-semana.

Tuesday, July 31, 2007

Desencontros

No Japão começam a abandonar a tradição da gueixa oficial, na China proibem os membros do governo de terem a "segunda mulher" ou concubina. Mas nada temam, no ocidente proliferam os Poliamores.
O conceito é interessante mas, por favor, nunca o associem a amor incondicional.
Será o poliamor a solução para pessoas que não conseguem viver de 1 para 1? Ou será apenas mais uma solução "light", tão em voga, para os problemas que têm? Se alguém diz que uma relação poliamorosa impede a rotina de cair na vida familiar então isso mais me parece uma incapacidade do casal lidar com a sua relação.
A vida é feita de vários momentos, podemos fazer analogia ao mar, temos a maré baixa e a maré alta, dias de mar calmo e dias de mar agitado mas como reagimos às marés e aos temperamentos do mar é uma questão interna. Não podemos, creio, cair nos facilitismos da procura exterior, qualquer dia acabamos por precisar de tantos estímulos que o melhor é ligarmo-nos a uma máquina porque já nada nos satisfaz.
É verdade que nesta geração estamos cada vez mais "ligados" ao mundo, procuramos cada vez mais os estímulos, queremos cada vez mais o que quer que seja mas será que paramos por um momento que seja, diariamente, para reflectir sobre o porquê da nossa procura?
Para mim basta uma relação amorosa e a relação que tenho com os meus amigos, são amores diferentes e complementares que enriquecem a minha vida. Acabo, assim, por não precisar de ter mais uma mulher ou quantas forem, não preciso de Poli, preciso é de Uni. Não preciso de dispersão mas sim de integação e união. É simples fugir aos problemas e colori-los com o acetato da leviandade no entanto, todos temos livre-arbítrio, felizmente.

A foto é do filme "Woman in love" de Karen Everett.
Sobre os Poliamores na Wikipedia
e os Poliamores de Nova York
Lá que são coloridos, são.

Desabafos

Não querendo parecer um dos célebres velhos dos marretas, cujo divertimento era falar mal dos outros, lanço aqui uma série de desabafos para evitar futuros impropérios.
Confesso que tenho que tirar um curso sobre o moderno comportamento cívico, para evitar futuros derrames de bilis.
No continente, estava para comprar uvas, já havia poucas, mesmo poucas mas de bom aspecto mas, um vetusto senhor, da célebre brigada do reumático, divertia-se a penicar aqui e acolá os restantes cachos que por lá havia. De mais, principalmente ao puxar um cacho para levar e observar uma série de membros ausentes e esse cacho não estava só, tinha uns quantos irmãos também desmembrados.
Depois, carregadissimo de leite e sacos não havia quem tivesse a amabilidade de, ao meter-se no mesmo trajecto que eu, conseguir desviar-se um pouco. Até tinham a doçura de olhar para o lado para não ter que desviar um pezinho e eu, a sentir-me um burro no meio de um palácio lá tinha que ir ao desvio para não incomodar ninguém.
Mais tarde, no trânsito, e como de costume, pude observar que já está fora de hábito quando um condutor consegue meter-se na faixa que quer, agradecer ao condutor que o deixou entrar. Agora mete-se e acabou e azar do outro se bater, porque ainda para mais vai bater por trás.
Com isto tudo e mais alguns pormenores, verifico que estou "démodé" e tenho mesmo que conseguir entrar na "onda" dos novos hábitos sociais.

Monday, July 30, 2007

Estou além



Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Quero quem
Quem eu nunca vi

Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar
Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou.

António Variações

Thursday, July 26, 2007

L'amour n'est rien



Digam em francês que eu acredito em tudo. Mas bom, palavras, palavras e depois...

Obsédée du pire
Et pas très prolixe
Mes moindres soupirs
Se métaphysiquent...
J'ai dans mon ciel
Des tonnes de célestes
M'accroche aux ailes...
Et tombe l'ange Gabriel!

Obsédée du pire
Un peu trop physique...
L'envie de frémir
Est pharaonique !
...Fi de l'ascèse !
Ma vie s'enténèbre
Moi sans la langue
Sans sexe je m'exsangue !

L'amour, c'est rien !
Quand c'est politiquement correct
On s'aime bien
On n' sait même pas quand on se blesse
L'amour c'est rien
Quand tout est sexuellement correct
On s'ennuie bien
On crie avant pour qu' ça s'arrête
La vie n'est rien...
Quand elle est tiède !
Elle se consume et vous bascule
Le sang en cendres de cigarette
La vie est bien...
Elle est de miel !
Quand elle s'acide de dynamite
Qui m'aime me suive!

Do tempo

Quantas vezes não se pensa que o tempo é desperdiçado, quer por ócio quer por se fazer o que não se gosta?
Creio que todas as formas como passamos o tempo são importantes desde que estejam em equilibrio. O ócio tem lugar na nossa vida para que possamos ver as coisas com os olhos relaxados, as contrariedades têm lugar para que possamos crescer além das nossas limitações e assim sabermos criar equilibrio.

Wednesday, July 25, 2007

O meu favorito


O animal mais querido do mundo - o búfalo de água!

Monday, July 23, 2007

No fim-de-semana


Uma noite pautada pela perspectiva do castelo sobre a cidade, uma brisa que se indecidia entre o quente e o fresco, reflexos de estrelas e candeeiros.
Uma manhã com brisa de mar numa praia que é grande, um mar calmo onde antes era revolto e sabores a marisco e toques de sol. E o verde, o que verde que faltava, encontrado na serra. Foi sem dúvida um bom fim-de-semana, feito de muitos risos, também.

Friday, July 20, 2007

Yeeeeee

Tá a chegar o fim-de-semana e com um sábado por conta própria isto só pode querer dizer uma coisa...

Thursday, July 19, 2007

Curtas

Em 1986 fiz a minha primeira curta metragem, chamava-se "As asas de Morpheu". Com uma banda sonora que ia de Bauhaus a Dead Can Dance e um argumento que tocava o reino onírico, lá fiz um peça de video. Sem actores, feita de efeitos em lentes de papel transparente colorido, sem sonoplastia, à excepção do leitor de rádio, com a "maviosa" "voz off" da minha pessoa e com acções passadas em papel e ângulos duvidosos sobre objectos caseiros. A curta foi roubada alguns anos depois, também não me deixa saudades além da criatividade que tinha com o pouco que tanto possuia.
Passados pouco mais de 20 anos faria uma outra, chamando-lhe "Morpheu sem asas" mas, desta vez, falando sobre os sonhos que morrem e Morpheu que fica.

Honi soit qui mal y pense

Hoje aconteceu-me algo de caricato. Cheguei ao carro, tinha o vidro da frente cheio de orvalho e liguei o limpa vidros... um som arrepiante despertou-me! Fui ver e, para grande surpresa, alguém tinha decidido retirar a escova do lado do passageiro. Só podia ser um acto de vandalismo gratuito.
Lá estive a pensar nas mil e uma coisas que tinha que mudar num dia de agenda cheia para ir comprar uma escova e lá gastei uns gramas de coração a pensar porque tinham feito tal coisa. Mas depois percebi que de nada vale o que quer que pense de "porquê eu?" ou quantas voltas dê à cabeça, valeu-me muito mais desejar que quem fez isso possa ter uma vida muito melhor, pensamentos e acções melhores e que, essencialmente, seja feliz. Foi um exemplo prático de karuna, compaixão, que tem feito parte de um processo consciente de revisão de vida.
Numa análise de comportamento verifico que, se passar o tempo a queixar-me, a vida será um queixume, se passar o tempo revoltado, a vida será uma constante de atentados, se passar o tempo com medo, a vida será uma prisão.
Talvez seja impossivel, na nossa sociedade, viver sem um destes aspectos mas não é, de todo, impossivel desligarmo-nos destas constantes que nos assolam a mente e assombram o espírito.

Wednesday, July 18, 2007

Necessidades

Estou a precisar de verde. Sugestões???

Moby e Mylene Farmer - Crier la vie



All that we needed, was right
Les ombres ce soir nous menacent

Open to everything happy and sad
Seeing the good, meme si tout va si mal
Femmes au soleil quand la nuit nous accable
Oh, pour un jour croire aux dieux croire aux fables

Focus on everything better today
Crier la vie quand tout autour se tais
Hold on to people they're slipping away
Hold on to this while it's slipping away

All that we needed, tonight
Are people who love us, and life
Je sais les douleurs et les doutes
Oh, partir et ce qu'on redoute
Oh siiiii

Open to everything happy and sad
Seeing the good, meme si tout va si mal
Femmes au soleil quand la nuit nous accable
Oh, pour un jour croire au dieu croire aux fables

Focus on everything better today
Crier la vie quand tout autour se tai
Hold on to people they're slipping away
Hold on to this while it's slipping away

So long

Mais l'ombre...

Fui à casa de banho do Joe

No Sábado lá fomos ao Centro Comercial do Berardo e as minhas impressões são:
  1. Andei que me fartei, kilómetros e kilómetros de paredes brancas que preenchiam os espaços entre intalações e alguns quadros
  2. O gosto é subjectivo mas não gostei da maior parte, à excepção de Mário Cesariny e mais meia duzia de outros
  3. O tipico portuguesito com algum dinheiro "Olha, Picasso é fixe, deixa-me comprar um mas como não tenho muito dinheiro vai mesmo este", "Olha, Francis Bacon é fixe mas como não tenho muito dinheiro, vai mesmo este", ou seja, os nomes estavam lá, a qualidade é que deixava a desejar.
  4. A zona da Pop-Arte está muito gira mas nem por isso é um "must"
  5. A zona de fotografia está brilhante
  6. A sinalética deixa um bocado a desejar, pouco tem de original
Pergunto-me qual é o "direito" daquela ocupação. Há um museu em Sintra (por acaso do Berardo) que já expôs muitas das peças que estão no CCB. Ainda bem que já lá foram 50.000 pessoas sem pagar, resta saber quantas acharam que "aquilo" é um museu que preenche as nossas grandes lacunas.

Tuesday, July 17, 2007

to be, or not to be

Neste momento estou a fazer 90% de engenharia e 10% de design, ou seja, estou a ir 90% contra mim tentando-me manter à tona em 10%. Está explicada a falta de imaginação e a frustração em abundância. Excesso de lado esquerdo do cérebro só me leva a sentir um vazio tremendo.
Depois de me ter apercebido disto, as coisas só podem melhorar mesmo que vá entrar na fase de 95% de engenharia.

Monday, July 16, 2007

Sunday, July 15, 2007

Projectos

Há pessoas com projectos fabulosos

O homem e o vento

How many roads must a man walk down
Before you call him a man?
Yes, 'n' how many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

How many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

How many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea?
Yes, 'n' how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes, 'n' how many times can a man turn his head,
Pretending he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

Friday, July 13, 2007

To the Unknown God




To the Unknown God (1864)

Once more, before I wander on
And turn my glance forward,
I lift up my hands to you in loneliness —
You, to whom I flee,
To whom in the deepest depths of my heart
I have solemnly consecrated altars
So that
Your voice might summon me again.

On them glows, deeply inscribed, the words:
To the unknown god.
I am his, although until this hour
I've remained in the wicked horde:
I am his—and I feel the bonds
That pull me down in my struggle
And, would I flee,
Force me into his service.

I want to know you, Unknown One,
You who have reached deep into my soul,
Into my life like the gust of a storm,
You incomprehensible yet related one!
I want to know you, even serve you.
Nietzsche

Les Anges du péché

Num misto de candura e salvação, onde raparigas saidas da prisão encontram a "absolvição" do mundo e vida que fizeram, Robert Bresson espelha interiores, vocações e integridade.
Fica deste filme duas lições:
1) Quem se conhece é o seu maior juiz, defensor e carrasco
2) A verdade e integridade, estão acima de todas as coisas

Thursday, July 12, 2007

À noite, no rio

À noite, o rio é um espelho tranquilo de sons e sonhos. O vento toca suavemente na memória de uma onda que nos traz o cheiro do sul.
À noite, o rio é feito de luzes e copos de vinho, de areia que aguarda e futuro que não retorna.
Só à noite, só no rio, todas as coisas acontecem sem terem trago de dia.

Wednesday, July 11, 2007

Abstencionismo

[sistema ou prática de se abster do voto em eleições.]

Já começaram a apregoar que vai haver uma elevada taxa de abstenção para as intercalares de Lisboa. Parece-me escusado inventar as desculpas das férias, do calor ou do que quer que seja. Mesmo que as votações fossem durante a semana e tivessem dispensa de ir trabalhar, as pessoas não iriam votar.
Não se trata de uma questão de educação, é uma questão de nojo político.

Tuesday, July 10, 2007

T.O.C.A.

Uma tasca abandonada, na Amadora, foi ocupada por um grupo jovem - Movimento de Acção Reivindicativa pela Cultura e Habitação da Amadora (MARCHA) - recuperando o edifício abandonado que agora ficou baptizado por T.O.C.A - Taberna Ocupada p'la Cultura da Amadora.
Muito bem! Os meus parabéns, estes movimentos são mesmo essenciais nem que seja para mostrar que a Amadora não é o estereótipo com todos a pintam.
A T.O.C.A. fica nas traseiras dos Bombeiros voluntários, ao lado do Externato.

Mais aqui...

Monday, July 09, 2007

Desert Rose

I dream of rain
I dream of gardens in the desert sand
I wake in vain
I dream of love as time runs through my hand

I dream of fire
Those dreams that tie two hearts that will never die
And near the flames
The shadows play in the shape of the mans desire

This desert rose
Whose shadow bears the secret promise
This desert flower
No sweet perfume that would torture you more than this

And now she turns
This way she moves in the logic of all my dreams
This fire burns
I realize that nothings as it seems

I dream of rain
I lift my gaze to empty skies above
I close my eyes
The rare perfume is the sweet intoxication of love

Sweet desert rose
Whose shadow bears the secret promise
This desert flower
No sweet perfume that would torture you more than this

Sweet desert rose
This memory of hidden hearts and souls
This desert flower
This rare perfurme is the sweet intoxication of love
(Sting)

Baltic Elegy - String Quartets by Vasks, Tuur, & Part

Peteris Vasks, Quarteto nº2 para cordas, pelo Duke Quartet. A composição contemporânea atinge o sublime quando é, também, sublimemente interpretada. São sons com alma que valem a pena ouvir.
O CD inclui também quartetos de cordas de Sven Tuur e Arvo Part.
Mais sobre os Duke Quartet...

Friday, July 06, 2007

Hilary Hahn

Musica para os meus ouvidos - Hilary Hahn, concerto para violino de Beethoven.
Fabuloso!!!

Transformers


Transformers
More than meets the eye
Autobots wage
their battle to destroy
the evil forces
of The Decepticons
Transformers
Robots in disguise

145 minutos de adrenalina, efeitos especiais brilhantes, com partes de pura comédia e uma história fabulosa. Revisitar o passado com as tendências do presente revela um filme brilhante de Michael Bay. A participação de Megan Fox e Rachael Taylor com a sua incrível pronúncia são o tempero necessário. Vale a pena ver e melhor ainda, ao telefone cantarem-me a música da série de animação :)

Wednesday, July 04, 2007

Finalmente sairam do armário

O meu abstencionismo pelo "futebol" é quase tanto quanto o desprezo que tenho pelo mesmo. Não pude, no entanto, deixar de ficar contente pela coragem dos benfiquistas ao terem optado, como segundo equipamento, o cor-de-rosa. Podemos ver pela fotografia, que o mesmo provoca uma abertura ao carinho e boa disposição, lá está, as emoções a desbloquearem.
Parece que desta vez Portugal pode mudar pois, um verdadeiro chefe de família é benfiquista. Assim, passaremos a ter famílias mais unidas, carinhosas e com a atenção devida a uns e outros.
Parabéns ao SLB pelo único serviço público.

Sunday, July 01, 2007

Grande Exposição

Mais uma vez fica comprovado que a Gulbenkian tem a capacidade de organizar exposições brilhantes, é o caso de Evocações, Passagens, Atmosferas. Pintura do Museu Sakιp Sabancι, Istambul. Quase se sentiam os aromas e as vozes...
Aproveitei ainda, pois o bilhete é o mesmo, para revisitar o Museu principal. Fiquei fascinado com as moedas e jóias gregas, que tiveram um magnifico restauro e depois concentrei-me mais nas colecções de encadernação. Claro que não iria faltar à apreciação dos dois Burne-Jones e dos pormenores nos Guardi. Vale a pena!

Saturday, June 30, 2007

Saudade

Num deserto sem água, numa noite sem lua, numa terra nua,
por maior que seja o desespero, nenhuma ausência é mais profunda que a tua!
(Sophia de Mello Breyner Andresen)

Sobre a saudade tudo se diz e mais se sente, da etimologia latina (solitate) solidão, tiramos que da saudade nada vem de bom (por isso a matamos). É uma ausência que fica, uma memória que reside no coração, um espinho cravado que lança o seu veneno, enquinando pensamentos, sentimentos, vontades. A saudade canta-nos suavemente, primeiro em tom de agrado e quando está já instalada então berra, grita, ecoa por cada quarto vazio da mente e em todas as galerias arruinadas do coração.
Das saudades não tenho saudades e se há algo que prefiro não reviver é a saudade.
Morra a saudade.

Friday, June 29, 2007

Fim-de-semana à vista

Um fim-de-semana para mim, como quem diz, fim de semana com entupimento cultural e carregamento de baterias. Por isso, para que não me esqueça, aqui ficam alguns items:
  • Ir à praia, nem que chova!
  • Visitar o Centro Comercial do Berardo
  • Reviver Istambul na Gulbenkian (Evocações, Passagens, Atmosferas. Pintura do Museu Sakιp Sabancι, Istambul)
  • Ir ao "bar da Mariquinhas" (aqui...) na rua dos Cordoeiros
  • Ver o Die Hard 4.0 em boa companhia
  • Prestar visita a alguns amigos
  • e ainda sobra tempo...

Thursday, June 28, 2007

A ilusão não tem defeitos(?), ou sobre o defeito

Por defeito entende-se que num objecto, com determinadas propriedades que o caracterizam, existe a "ausência" de elementos considerados necessários ou que tem propriedades de má qualidade (portanto, sem a perfeição requerida).
O defeito, ou a ausência de total perfeição (sendo a perfeição composta de elementos subjectivos), é algo que nós, objectos de estudo uns dos outros, estamos habituados a processar, nem que seja em mecanismos inconscientes. Assim, quando se diz que algo ou alguém é perfeito, há (segundo alguns entendidos) que desconfiar. Desconfiar, porquê?
Afere-se que em toda a criação e coisas por criar, existe imperfeição ou defeito, na medida em que quem cria não é perfeito, logo não consegue conceber a perfeição, excepto pelo conceito ideal. Mas, se nos abstivermos dos conceitos, das exigências, dos taxativos e conseguirmos alcançar a abstracção do Ser (logo, estando bem longe do Parecer), seremos capazes de dizer - Algo é Belo, Algo é Perfeito e assim o é, por o Ser.
Em jeito de conclusão, o defeito mais está nos olhos de quem o vê do que na alma de quem é visto.
Vale a pena pensar.
(obrigado, Flower)

Vale a pena ouvir



Mutya - Real Girl
Mais aqui...

Wednesday, June 27, 2007

Bem vinda a diferença

"Primeiro" foi nos Authority com o Midnighter e Apolo (um flip of do Batman e Superhomem), depois nos Young Avengers (também gays) e agora na Terra Obscura dos magnificos Alan Moore e Peter Hogan, com um casal lésbico. É como ver um filme francês ou alemão, tudo é natural, nem parece material made in US of A. Parabéns a todos os autores pela marca de diferença. (P.S. vale mesmo a pena comprar, nem que seja Young Avengers e Terra Obscura em paperback).

Antonio

Um filme tocante, humano, com a crueza da época e a grandeza de quem percebeu o valor do homem sobre as coisas.

A ilusão não tem defeitos(?)

Das primeiras coisas que me lembro de filosofia foi uma consideração sobre o que era uma cadeira. Será que vejo uma cadeira da mesma maneira que outra pessoa? Será que a cadeira tem a mesma cor, intensidade, valor, para pessoas diferentes?
Assim se aplica o conceito ao Homem, à pessoa.
Se olho para alguém, que olhos e inteligência uso para a ver e processar?
Não me posso ficar só pelo aspecto fisico, emocional, espiritual ou racional, não posso avaliar o todo pelas partes ou as partes pelo todo. Por isso, como não dizer que a ilusão não tem defeitos?
Um objecto de análise não terá defeitos na medida que em que não restrinja a minha capacidade de o análisar. Se usar tudo o que compõe a inteligência, ou seja, o aspecto emocional, espiritual e racional, então poderei ter uma abordagem de alguém que pode estar além da ilusão de uma só vertente do intelecto. Para além disso, devo ter sempre presente o factor mudança - tudo muda, a cada segundo.
A ilusão apenas existe na medida que permito que ela exista. Esta ilusão pode ser transposta para todas as situações que viva ou que idealize, seja um projecto ou seja amor. Não posso, no entanto, avaliar as coisas unicamente pelas experiências que tive, devo estar além de mim mesmo e além do que estou ou de quem estou a ver. É um exercício construtivo e bastante fácil, se nos soubermos abster das frustrações ou enganos passados e, essencialmente, devemos pensar e sentir por nós. Vale a pena experimentar.

Tuesday, June 26, 2007

Regina Spektor e mais

Bom som, obrigado x.
O site aqui...

Já agora, a lista do que ando a ouvir:
Amandine
Bangguru
Collide
Donna Maria
LCD Soundsystem
Pedro Abrunhosa
Skye
Stéphane Pompougnac
Steve Kuhn
The legendary tiger man
Viviane

Monday, June 25, 2007

BARCLAYS Plans to ditch 'NAZI' eagle logo


Barclays, the High Street bank, is planning to drop its 317-year-old eagle logo because of concerns that it has Nazi overtones – a move designed to appease the Dutch bank ABN Amro with which it is planning to merge.
Bank insiders confirmed today that it was a "logical move" to drop its iconic logo if the deal with ABN Amro goes ahead, agreeing with comments that it had "unfortunate connotations".
Branding experts said they thought the move was sensible, considering how much more potent the eagle symbol is on the Continent.
Stuart Whitwell, joint managing director of Intangible Business, a brand consultancy said: "I think it is a great shame, especially considering they have had it for 317 years. But you can sense there would be problems in parts of Europe."
The Nazis used the historic Germanic eagle as part of its iconography and it remains part of the federal coat of arms to this day.
The eagle logo used by Barclays, however, predates the Nazi era by 230 years, dating back to 1690 when its predecessor bank set up in Lombard Street – the historic home of banking in the City of London.
The image has been modified many times in the past. The black Teutonic-style eagle emblazoned on a shield was redrawn blue with less fierce talons in 1981.
Seventeen years later, the shield was dropped as part of a re-branding by leading consultancy Interbrand. In 2004 the logo was softened further, with the three crowns being consigned to the bin, and the bird shorn of all of its claws.
Mais aqui...
Não concordo com esta mudança de imagem, pelas razões evocadas. Um signo ganha a sua conotação a partir do momento que é usado ou existe além disso?
A águia heráldica é um simbolo comum em quase todo o mundo, desde Portugal à Indonésia e não é por causa do uso feito pelo partido Nazi que em todo o mundo se mudou a heráldica. Também em casa temos um pequeno exemplo - no tempo da ditadura usava-se muito a cruz de cristo e hoje ainda continuamos a usar. Os simbolos devem estar além do mau uso que a eles é dado mas todos os erros devem ser corrigidos.
Já agora, também vale a pena ler sobre a Águia de Lagash

XXVI Estoril Jazz

Laurent Filipe, aqui vou eu! No bom ambiente da marginal, com preços mais ou menos acessiveis. O programa aqui... e o site do Laurent Filipe

Sunday, June 24, 2007

Problemas de expressão

Ainda que falemos a mesma língua, ainda que conheçamos os códigos universais, ainda que os arquétipos estejam inseridos nos mesmos insconscientes, o problema de expressão continua.
Recheamos uma conversa de gestos que são mudras, códigos de expressão, de olhares que muitas vezes contrariam o que estamos a dizer, além de toda a interpretação subjectiva que fazemos até no mais racional dos diálogos. Isto porque não nos desligamos da emoção, por muito que pareça que o hemisfério direito conheceu os prazeres da lobotomia.
Por tal, num diálogo, devemos permanentemente fazer o exercício da sinceridade, expressando (até onde for possivel) a nossa verdade e tudo o que pensamos e sentimos (não caindo no erro da apologética ao coitadismo ou à conversa de razões desconexas). Não falo de frontalidade mas sim a comunhão, fazendo que entre o emissor e o receptor haja um constante sentir de participação sincera e empreendedora. Como tal, não devemos dizer "Tu isto" ou "Tu aquilo" mas sim, "Eu sinto isto" ou "Eu penso aquilo", "sobre ti, sobre mim, sobre nós". Cada um terá o seu papel e cada um fica melhor dentro da sua pele.
Ainda que falemos a mesma língua, um olhar fala sempre mais alto. No fim, os olhos são as janelas da alma e não há nada de mais sincero do que o que cá está dentro.

Thursday, June 21, 2007

O princípio do fim à portuguesa

Primeiro foi a Sony, depois a BMG, chegou a vez da EMI Portugal ceder a Espanha. Para pasmo, o contracto da Jacinta foi cancelado, assim como o dos Mesa e... Sérgio Godinho.
Resta apenas a Universal Music Portugal, com o Tozé Brito à frente - irredutível até "valores" mais altos clamarem - isto sem contar com as independentes.
A sorte é que tudo é feito de mudança e pode ser que alguma pequena onda de interesse venha a dar valor ao esforço que outros fazem pela musica portuguesa.

Wednesday, June 20, 2007

Dona Maria / XL Femme

Bom som, boa onda, pelos visto costumam aparecer no Templários Bar e que tal ir até lá, combina-se?
Mais sobre Dona Maria

Tuesday, June 19, 2007

Monday, June 18, 2007

De partida

Estes dias sem palavras foram de ausência. Ausência por férias, ausência por tristeza.
Percebo que por vezes chove, não porque as nuvens tenham água mas porque o céu se entristece.
Há quem parta, deixando na nossa vida o que nos tocou, é bom lembrar as conversas, o empenho, os sonhos, é bom ainda rir lembrando-me das piadas sobre o PRP-BR e as "bombas" sabe-se lá onde, antes da partida. Mas por vezes parte-se depressa, tão depressa que a despedida apenas fica no coração.
Como dizias - "Hasta la victoria, siempre!". E chegaste à vitória.
Maura, ainda hoje não consigo compreender esta tristeza e apesar de todas as teorias que tenha, de tudo no que possa acreditar, nada afasta a terrível lógica de que já não estás cá.
Fica bem.