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No Japão começam a abandonar a tradição da gueixa oficial, na China proibem os membros do governo de terem a "segunda mulher" ou concubina. Mas nada temam, no ocidente proliferam os Poliamores.
O conceito é interessante mas, por favor, nunca o associem a amor incondicional.
Será o poliamor a solução para pessoas que não conseguem viver de 1 para 1? Ou será apenas mais uma solução "light", tão em voga, para os problemas que têm? Se alguém diz que uma relação poliamorosa impede a rotina de cair na vida familiar então isso mais me parece uma incapacidade do casal lidar com a sua relação.
A vida é feita de vários momentos, podemos fazer analogia ao mar, temos a maré baixa e a maré alta, dias de mar calmo e dias de mar agitado mas como reagimos às marés e aos temperamentos do mar é uma questão interna. Não podemos, creio, cair nos facilitismos da procura exterior, qualquer dia acabamos por precisar de tantos estímulos que o melhor é ligarmo-nos a uma máquina porque já nada nos satisfaz.
É verdade que nesta geração estamos cada vez mais "ligados" ao mundo, procuramos cada vez mais os estímulos, queremos cada vez mais o que quer que seja mas será que paramos por um momento que seja, diariamente, para reflectir sobre o porquê da nossa procura?
Para mim basta uma relação amorosa e a relação que tenho com os meus amigos, são amores diferentes e complementares que enriquecem a minha vida. Acabo, assim, por não precisar de ter mais uma mulher ou quantas forem, não preciso de Poli, preciso é de Uni. Não preciso de dispersão mas sim de integação e união. É simples fugir aos problemas e colori-los com o acetato da leviandade no entanto, todos temos livre-arbítrio, felizmente.
A foto é do filme "Woman in love" de Karen Everett.
Sobre os Poliamores
na Wikipediae os Poliamores de
Nova YorkLá que são coloridos, são.