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Ouvia o sopro da minha respiração, o gotejar na casa de banho, os sons da vizinha, menos próprios ou próprios de mais, ouvia tudo, incluindo a ausência. No estômago, a ausência de comida clamava por uma ausência maior. Na mente, os pensamentos quedavam-se num abismo virtiginoso que subia a um egrégio estado que todo ele era espírito. No momento de só, um minuto é uma hora, uma hora é um dia e nada contenta porque tudo é vazio.
No sopro da minha respiração, ouvia...
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