De há um ano para cá, que a morte de pessoas que conheço ou a breve ameaça de tal, se tem tornado de forma chocante, uma constante. Sei que é das coisas mais absolutas e concretas, talvez a maior certeza de todas mas, no fundo, nunca esperamos por ela. Procuro as lições que daí advêm e vejo que não há nada como viver em verdade e viver de verdade, que não podemos ter paragens longas mas breves e o suficiente para voltar a partir e que, sem dúvida, a obra deve ser feita de forma a que qualquer outro também a faça.
"I end where you begin and where you end I begin." Uma das frases mais emblemáticas do filme "Strings", de Anders Rønnow Klarlund. Uma história fabulosa, de marioneta, num mundo onde sabem as ligações que têm, onde admitem (ou não) os cordões que os ligam, que os fazem mover, que lhes dão vida.
Preciso de momentos, de tempo inerte, amovível, seguro, meu. Preciso de tempo meu. Preciso de tempo para o que é meu e a fotografia é um pouco de mim, como vi, como olhei, o que senti, o que desejei... É um momento fixo que, para sempre, ficará retido, no meu para sempre. No momento de maior fragilidade apenas uma foto garante que tudo é estável.
Como prenda de Páscoa, antecipada, recebi este livro bastante interessante, complementar à Enciclopédia de Lugares Mágicos, do Público (15 volumes). Por incrível que pareça há muito mais material, ou mais diversidade, na secção de Espanha, no entanto não deixa de ser uma peça de referência e estudo. De Paulo Loução, Jesús Callejo e Tomás Martínez, editado pela Ésquilo.
Parece que cada vez mais o fim se aproxima, quer seja o da New Age que proclama 2012 (mas de que calendário???), quer seja por documentários auto-promovedores, ou pela simples constatação da realidade. Para mim, o maior fim do mundo não é aquele em que um dia tudo acaba mas sim o dia em que falhamos por mudar e essa é uma constante óbvia tantas vezes por dia.
A peça é interessante, um narrador activo que faz funcionar os vários intervenientes e diferentes locais; Os actores perseguidos pelos seus pensamentos sólidos que os sufocam. Gostei de tudo, inclusivé do contrabaixo que tocava mas, há uma pedra de toque, uma constante no teatro português, dito intelectual, que me continua a perturbar...
Berlim de Gonçalo M. Tavares Versão Cénica e Encenação João Mota Elenco: Alvaro Correia , João Tempera, Mariana Filipa, Judite Dias, Tânia Alves, Marco Paiva , Miguel Sermão, Jorge Andrade e Alexandre Lopes Musica original e contrabaixo: Miguel Leiria Pereira
Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É do que nasce e não meu. Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo Como páginas, meu ser. O que segue não prevendo, O que passou a esquecer. Noto à margem do que li O que julguei que senti. Releio e digo : "Fui eu ?" Deus sabe, porque o escreveu.
Há amizades que são imprescindíveis e é bom poder falar de tudo, se não o fizermos com os amigos, fazemos com quem? No fim de um dia exaustivo, duas excelentes companhias que me ajudaram a dormir melhor :) A amizade também é plenitude.
Vão ter que perdoar este meu momento de fraqueza mas depois de dias de volta do Windows Vista para conseguir que ele aceitasse a minha pen USB, tornou-se um peso insuportável sem desabafar. Neste momento não há nada que deteste mais que a imbecilidade de quem criou e "actualizou" esse sistema operativo, que agora diz que o meu leitor de cartões USB não é suportado e que se lembrou de não saber como aceitar um USB Mass Storage. Isto para não falar na total ineficácia do suporte da microsoft e das suas considerações patéticas, tipicamente engenheiras. Para resolver a questão, basta apontarem o browse dos drivers para \windows\winsxs Bill Gates, burn in informatic hell!!!
Não costumo beber frequentemente mas, como a grande maioria, gosto de caipirinhas e ontem provei, sem dúvida alguma, a melhor de todos os tempos porque também teve um segredo que vou revelar - a amizade! Por isso foi uma noite preenchida com duas excelentes amigas que me souberam mimar com a sua companhia e fabuloso bem estar. A vida tem mesmo coisas bonitas, é só aproveitá-las.
Odjig has been a prominent figure on the Canadian art scene since the 1960s, when she helped spark an Aboriginal artistic revival with her unique, expressive style that fused Cubism with Native storytelling. She is perhaps best known as a central member of the Woodland School, an art movement whose other members include the late Norval Morrisseau and Carl Ray. Their dramatic use of animal and spirit imagery, bright colours and dark outlines transformed Aboriginal painting from ethnographic craft into highly collectible fine art.
No outro dia fui à FNAC e quis a sorte que encontrasse a um preço fabuloso a excelente edição especial de "Siegfried" de Alex Alice. Além da banda desenhada tem um fabuloso making off e um DVD com o trailer da animação. Assombroso!!!
'Zheng Zhi' is the second spot in TBWA\China's campaign for the 2008 Beijing Olympics. The idea behind the campaign was to create a "poetic, sophisticated, awe-inspiring" Olympics campaign that embraces Adidas' brand positioning "Impossible is nothing". The ad uses a mixture of live action and pencil, not dissimilar to the pencil filtered music video for 80s pop song 'Take on Me' by A-Ha. The spot stars Chinese national football team captain and Charlton Athletic midfielder Zheng Zhi.
Não gosto de futebol mas este anúncio é estimulante e inspirador
Há coisas que nos preenchem e hoje, como hábito quinzenal, ouvi o programa "1001 escolhas" de Madalena Balça, que hoje entrevistou a Simone de Oliveira. Posso dizer que é o melhor programa de rádio que ouço até agora, pela qualidade da pesquisa e pelas pequenas subtilezas que enriquecem e abrilhantam a nossa vida.
Através da resposta a um questionário, o convidado proporciona-nos o conhecimento dos seus gostos e preferências em todas as facetas da sua vida desde o livro que mais o marcou ou que está a ler neste momento, o filme que considera imperdível, o sabor que não esquece, o desporto favorito, o acontecimento que gravou na memória, o sítio que acha imprescindível visitar...
Após a escolha dos temas por onde há-de passar toda a conversa, inicia-se todo o trabalho de investigação sobre o livro procuraremos toda a informação, o autor, o que escreveu antes e depois, faremos o resumo da história e leitura de excertos significativos, saberemos onde comprar, quanto custa; sobre o sabor preferido vamos saber quem o cozinha e onde; o filme será projectado com sons do próprio, informação sobre o realizador e actores principais, para além do resumo do argumento... Tudo isto com duas características essenciais: a extrema riqueza sonora e uma enorme objectividade com densa carga informativa.
Uma hora de conversa agradável, para descobrir os gostos de um convidado.