Desde pequeno que sempre me agradou a ideia do "partir o pão". Sempre me pareceu um acto de profunda comunhão, não no sentido exterior ou apenas metafísico mas também um momento de profunda interligação entre todos os membros dessa mesa. Para muitos esse acto é patético, pois está associado ao cristianismo mas, além disso, a descaracterização das coisas de valor parece ser um fruto da nossa época. Quando muitos querem a busca de uma vida melhor, querem para quê? Farão aos outros aquilo que não querem que lhes façam a eles? Que princípios de vida fazem ou querem fazer? Se não nos questionarmos, o querer mudar por uma ideia não basta, é necessária uma vida de princípios activos para atingir o "partir do pão" que se pretende. E há um tempo para tudo.
Baseado no livro escrito por Jon Krakauer (na natureza selvagem), segundo a história de Christopher McCandless. Só posso dizer quer que é um filme dos mais bonitos e importantes que já vi, onde cada minuto é uma lição de verdadeira liberdade e escolha
Novamente lido com a questão de mais alguém que parte, de forma rápida e fulminante, os vazios criam-se por vezes mais depressa que a capacidade de os preencher e tudo avança como uma onda gigantesca que não pára numa única pessoa. Olhando para os outros, mudo o meu centro de gravidade, deixo mais de ouvir o ego para escutar o outro que me fala, muitas vezes com um olhar. Do meu olhar vai também a forma de ver as coisas e do coração a forma de as sentir e tudo junto em mim, tudo o que me constitui, faz-me perguntar de que forma se podem mudar as coisas? A resposta de filósofos desde a antiguidade parece trazer a certeza para tantas questões mas o que falta ao homem para assumir a responsabilidade de um pensamento e a concretização do mesmo? Por muito que eu me mude, apenas eu mudar não basta, os movimentos contemporâneos do homem vão na direcção da individualidade, mesmo em colectivo não funcionam de forma sã mas dependente criando uma egrégora, um indivíduo constituido por muitos, que existe de forma destruturada e individual que apenas procura a satisfação ao seu desejo... há que admitir que o desejo presente é apenas um alimentar de ilusão e como saimos da ilusão se continuamente a alimentamos?
Um hey hey para o pessoal e até que enfim que descobri a musica!
Hey now now, they'll find you when you're sleeping now now they'll reach in and grab what you're dreamin' now now cut it up and slip it back in, and I know, and I know, and I know it
Hey now now, the smallest things are crushing me now the crush crush crush is so comforting now did the earth just slam in the sun, and I know, and I know, and I know it
won't undo their past by walking and talking backwards
Hey now now, we're goin' down down and we ride the bus there and pay the bus fare or we find a new reason, a new way of living and we breathe it in and try to dream again
Hey now now, we're goin' down down and we ride the bus there and pay the bus fare or we find a new reason, a new way of living and we breathe it in and try to dream again
Hey now now, they'll find you when you're sleeping, now now they'll reach in and grab what you're dreamin', now now cut it up and slip it back in and I know, and I know, and I know it
Hey now now, the smallest things are crushing me now the crush crush crush is so comforting now did the earth just slam in the sun, and I know, and I know, and I know it
won't undo their past by walking and talking backwards
Hey now now, we're goin' down down and we ride the bus there and pay the bus fare or we find a new reason, a new way of living and we shout it out and try to dream again
Hey now now, we're goin' down down and we ride the bus there and pay the bus fare or we find a new reason, a new way of living and we shout it out and try to dream again
la la la la la la la la la la la la la la la lalalalaaaaa
Hey now now, we're goin' down down and we ride the bus there and pay the bus fare or we find a new reason, a new way of living and we breathe it in and try to dream again
Hey now now, we're goin' down down and we ride the bus there and pay the bus fare or we find a new reason, a new way of living and we shout it in and try to dream again
Hey now now, we're goin' down down and we ride the bus there and pay the bus fare or we find a new reason, a new way of living and we shout it in and try to dream again
No domingo ofereceram o semanário "Sol" com o bilhete do cinema. Fiquei contente, claro que fiquei e fui-me sentar no banco do jardim, no meu lugar ao sol, para me refastelar com informação. Quase tive uma "paragem de digestão" pela qualidade das notícias, mais me parecia estar a ler a "Maria" das elites que falava na habitual roda das cadeiras da alta gestão, ou de onde mora este e aquele. Sinceramente, já não tenho paciência para o óbvio nem aquele tipo de leitura chega para manter um neurónio que seja em actividade. Será um sintoma de Portugal ou apenas uma coincidência quinhentista?
FOUR Seasons fill the measure of the year; There are four seasons in the mind of man: He has his lusty Spring, when fancy clear Takes in all beauty with an easy span: He has his Summer, when luxuriously Spring’s honey’d cud of youthful thought he loves To ruminate, and by such dreaming high Is nearest unto heaven: quiet coves His soul has in its Autumn, when his wings He furleth close; contented so to look On mists in idleness—to let fair things Pass by unheeded as a threshold brook. He has his Winter too of pale misfeature, Or else he would forego his mortal nature. 1820 - John Keats
Lembro-me de 2001: Odisseia no espaço, um filme estranho, completamente estranho, psicadélico(?!) para a minha idade, com uma música que me preencheu ao longo de anos, o poema sinfónico "Also Sprach Zarathustra". Lembro-me da série "Misterious Universe". Devorei a longa e quase infinda saga "Foundation" e outros tantos livros. Ontem, Sir Arthur C. Clarke, embarcou numa outra viagem...
De há um ano para cá, que a morte de pessoas que conheço ou a breve ameaça de tal, se tem tornado de forma chocante, uma constante. Sei que é das coisas mais absolutas e concretas, talvez a maior certeza de todas mas, no fundo, nunca esperamos por ela. Procuro as lições que daí advêm e vejo que não há nada como viver em verdade e viver de verdade, que não podemos ter paragens longas mas breves e o suficiente para voltar a partir e que, sem dúvida, a obra deve ser feita de forma a que qualquer outro também a faça.
"I end where you begin and where you end I begin." Uma das frases mais emblemáticas do filme "Strings", de Anders Rønnow Klarlund. Uma história fabulosa, de marioneta, num mundo onde sabem as ligações que têm, onde admitem (ou não) os cordões que os ligam, que os fazem mover, que lhes dão vida.
Preciso de momentos, de tempo inerte, amovível, seguro, meu. Preciso de tempo meu. Preciso de tempo para o que é meu e a fotografia é um pouco de mim, como vi, como olhei, o que senti, o que desejei... É um momento fixo que, para sempre, ficará retido, no meu para sempre. No momento de maior fragilidade apenas uma foto garante que tudo é estável.